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O SIGNIFICADO DA LETRA "G", A GNOSE E O GNOSTICISMO
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Este trabalho é um esforço, na forma de compilação, sobre o significado da Letra G, partindo dos textos antigos e reproduzindo os interrogatórios, catecismos e instruções contidas em diversos rituais.

O objetivo é demonstrar que a letra G, que inicialmente significava tão somente GEOMETRIA, a partir do momento em que a Maçonaria inglesa através do Rito Emulação a considerou também como GOD, foi sendo associada a outros conceitos. Estes acréscimos demonstram que, intencionalmente, influências diversas e até mesmo estranhas à Maçonaria, foram sendo somadas, deformando seu caráter não religioso original, e transformando-os, progressivamente, como se a Maçonaria fosse a herdeira de mistérios não declarados anteriormente.

O responsável pela compilação limitou-se a fazer breves comentários, apresentados com o título "observações". As notas reproduzidas são dos textos originais.

  1. Maçonaria Dissecada, de Samuel Prichard - 1730
  2. P.- Sabeis recitar a Letra G?
    R.- Este é o meu intento.
    Recitando a Letra G
    O que responde: No centro do Templo de Salomão encontra-se em evidência, para que todos a vejam e leiam, a letra G, porém, poucos entendem o que quer dizer essa letra G.
    O Examinador: Meu amigo, se a esta fraternidade pretendeis pertencer, podeis dizer, imediata e exatamente o que significa essa letra G.
    Resp: Mediante as ciências, saem à Luz corpos de diversas classes, que aparecem perfeitamente à vista; porém, ninguém, salvo os Irmãos, conhecerá o meu pensamento.
    Exam: Os retos o conhecerão.
    Resp: Se forem Veneraveis
    Exam: Reto e Venerável eu sou para pedir-te. Tenho autoridade, e, sem delação dá-me a conhecer, de modo que a possa entender.
    Resp: Pelas quatro quatro letras e a quinta ciência, a letra G permanece, devido a arte e à proporção. Tendes ai vossa resposta, amigo.
    N.B.: As quatro letras são Boaz. A quinta ciencia é a Geometría.
  3. A Ordem Maçônica Traída e Seus Segredos Revelados - Abade Gabriel Louis Calabre Perau - 1742 e 1745
  4. Catecismo dos Companheiros:
    P: Como fostes recebido Companheiro?
    R: Pelo Esquadro, a letra G e o Compasso.
    P: Por que motivo vos fizestes receber como Companheiro?
    R: Pela letra G.
    P: Que significa esta letra?
    R: A Geometria ou a quinta ciência.
    Nota: Se é um Mestre que se pergunta o que significa a letra G, ele responderá: uma coisa bem maior do que vós. Mas o que é que existe que seja maior que eu, que sou Maçom? E o Mestre responde: Deus.
  5. Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita - Louis Guillemain de Saint-Victor - 1781 e 1787
  6. Catecismo dos Companheiros:
    P: Que vos ensinaram, quando fostes recebido Companheiro?
    R: A significação da letra G.
    P: Que significa essa letra?
    R: Geometria, a quinta ciência e a mais útil a um Maçom.
    4 - Instrução para os Graus Simbólicos do Rito Moderno - 1825
    Instrução de Companheiro:
    P: Que vos fizestes receber Companheiro?
    R: Para conhecer a letra G.
    P: Que significa esta letra?
    R: Geometria.
    P: Não tem ela outra significação?
    R: É a inicial de um dos nomes do Grande Arquiteto do Universo.
  7. Coleção Preciosa da Maçonaria Adonhiramita - 1836 - (Primeiro Ritual Adonhiramita impresso no Brasil - Tradução da Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita)
  8. Catecismo dos Companheiros:
    P: Que vos ensinaram quando vos receberam Companheiro?
    R: A significação da letra G.
    P: Que significa esta letra?
    R: Geometria: a quinta ciência, em ordem, e a mais útil a um Maçom.
  9. Ritual do Grau de Companheiro - J. M. Ragon (Escrito por volta de 1860)
  10. P: Que vos fizestes receber como Companheiro?
    R: Para conhecer a letra G.
    P: O que significa essa letra?
    R: G, quinta consoante do alfabeto, é a inicial da quinta ciência, a geometria. É dela e das matemáticas, que provém o brilho dessa verdade luminosa que deve expandir-se sobre todas as operações do espírito.
    P: Não significaria ela nada mais?
    R: Entre diversos povos do Norte, ela é a inicial do Grande Arquiteto do Universo. Essa letra foi substituída pelo Iod hebraico, inicial de Ihoah (Jehovah), de que os judeus se serviam como abreviação.(*)

    Para o iniciado, a letra G significa Gerador ou Geração universal. O mundo gravita em torno de duas forças: a atração e a repulsão, ou a concentração e a expansão; para a geração são precisos dois sexos: a Lua (Ísis, a natureza) e o Sol (Osiris). Como as letras I e O seriam descobertas facilmente, para despistar, usou-se a inicial do sobrenome de Osiris (Bachus), e escreve-se J e B.

    (*) Nota

    Jehovah nunca foi, entre os hebreus, o verdadeiro nome de Deus. Esse nome, como diz Fabre D'Olivet (Versdorés, p. 210), vem de uma pronúncia errada dos massoretas (inventores dos pontos e das vírgulas), que pontuaram mal a palavra ihôad, formada com os três tempos do verbo hôed, ser.

    Reconhecemos ainda o trigrama Jod entre os povos do Norte, nos nomes que eles dão a Deus: o siríaco diz Gad; o sueco, Gud; o alemão, Gott; o inglês, God; o persa, Goda, derivado do pronome absoluto que significa ele mesmo. De gott, os alemães fizeram o adjetivo gut, bom, bem, e gotz, ídolo. Dá-se a essas palavras o significado de alegria, que é uma emanação da Divindade. Os latinos adotaram-na nessa acepção e dela fizeram a palavra gaudium, de onde vem o verbo do francês antigo se gaudir. Encontramos também essas palavras em got-su-tem-oo, divindade dos japoneses; em Godan, ou Woden, de onde vem, sem dúvida, Odin; ou Godma, ou Godama, dos cingaleses ou dos siameses etc.

    G é também inicial de Gannés, deus dos números e patrono das escolas e das sociedades de sábios, entre os bramas. Gannés carregava chaves, porque o conhecimento dos números era a chave de muitos mistérios. O hindu Gannés, muito antes da fundação de Roma, tornou-se Janes entre os sábios; em semítico, janes ou joanes.

    Os gnósticos (conhecedores ou clarividentes), possuidores da Gnose ou verdadeira ciência, têm a mesma inicial.
    Os jesuítas dizem que G é a inicial de Guimon, que, à frente de 80 cavaleiros, passou pela Suécia munido de recomendações para o arcebispo de Upsala; de Guy, irmão do delfim de Viena, de Geral dos jesuítas e de Goth (Bertrand de).

  11. Ritual do 2.º Grau-Companheiro do Rito Adonhiramita - Grande Oriente do Brasil - 1896 (Não inclui o Catecismo)
  12. Interrogatório de abertura:
    P: Para que vos fizestes receber Companheiro?
    R: Para conhecer a letra G.

  13. Ritual do 2.º Grau-Companheiro do Rito Adonhiramita - Grande Oriente do Brasil - 1922 (Não inclui o Catecismo)
  14. Interrogatório de abertura:
    P: Para que vos fizestes receber Companheiro?
    R: Para conhecer a letra G.

  15. Ritual do 2.º Grau-Companheiro do Rito Adonhiramita - Grande Oriente do Brasil - 1928
  16. Instrução:
    P: Para que vos fizestes receber Companheiro?
    R: Para conhecer a letra G.
    P: Que significa esta letra?
    R: Geometria.
    P: Não significa ela nada mais?
    R: É a inicial de um dos nomes do Grande Arquiteto do Universo

  17. Ritual do Grau de Companheiro do Rito Escocês Antigo e Aceito - Adotado pelo Supremo Conselho do Brasil - Grande Oriente do Brasil - 1945
  18. No Ritual de 1945, não há qualquer referência à letra G no Questionário de abertura e na Instrução. Mas o significado da letra fica evidente na Cerimônia de Elevação, p. 18/19, nas palavras do Venerável Mestre:

    "Contemplai esta estrela misteriosa (apontando para a estrela flamígera) e nunca a afasteis do vosso espírito. Ela não é não só o emblema do gênio, que leva o homem à prática das grandes ações, mas também o símbolo do fogo sagrado com que nos dotou o Grande Arquiteto do Universo e sob cujos


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    Sentido espiritual e Gnose Cristã

    Esta mistura da cultura grega e judaica em uma perspectiva esotérica encontrou terreno de desenvolvimento particularmente favorável nos debates e nos conflitos que acompanharam o assentamento do cristianismo pregado, então de acordo com a determinação de são Paulo a todas as nações, colocando para a Sinagoga problemas difíceis de ser superados.

    O próprio compromisso estabelecido pela Igreja entre a Lei, mantida em seu texto, mas superada em suas aplicações, e o caminho novo aberto por Cristo, suscita oposições e desvios até o século IV; eis por que a história da gnose, que se sacia de todas as correntes espirituais do Oriente, ao mesmo tempo fica inseparável da corrente da Igreja à qual ela opunha suas próprias interpretações.

    Um grande número de textos e de autores foi conhecido pelos Padres, que polemizavam com eles, começando por Valentim, o mais célebre, um Alexandrino que veio para Roma na metade do século II, cuja influência se extendeu por todo o império. Sua doutrina chegou até nós graças à Grande Notícia de santo Irineu (130? - 208?), bispo de Lião, que repassa com grande cuidado as teses que ele combatia. Apesar de se declararem cristãos, os valentinos consideravam a geração do Filho de Deus como uma emanação (um éon) da totalidade divina, o plerona; esta identidade de natureza colocava o problema da distinção das pessoas da Trindade e do aparecimento do mal no meio do plerona, causa da queda do mundo criado. Da mesma forma, eles opunham os cristãos ordinários, os psíquicos, aos "perfeitos", os "pneumáticos" (do Espírito), os únicos que chegam à gonose. Dois textos de seus discípulos: A Carta e a Flora, de Ptolomeu, e os Trechos de Teodato (transmitidos por Clemente de Alexandria, fim do século II, início do século III), são enumerados entre os escritos gnósticos mais conhecidos.

    As escolas tinham-se multiplicado, a partir do início do século II. Basílio, em Alexandria, afastando-se de uma perspectiva exclusivamente filosófica, tinha elaborado um Evangelho e fundado um culto mistérico inspirado em Pitágoras. Isidoro, seu filho e discípulo, teria estruturado a comunidade de mulheres.

    Um século mais tarde o movimento continuava ainda vivo: Bardesane de Edessa impregnava, então, de suas idéias a Igreja da Síria e o Evangelho segundo Maria (Código de Berlim) que vê em Maria Madalena, confidente dos segredos de Jesus, uma intermediária entre o Mestre e seus discípulos, fazendo eco ao debate filosófico-religioso suscitado por esta nova gnose. As numerosas descobertas de manuscritos em tradução copta, desde o final do século XIX até a famosa coleção de Nag Hamadi, no Alto Egito, em 1945, permitiram um melhor entendimento do pensamento gnóstico, mesmo confirmando o essencial das contribuições da polêmica com os cristãos.

    A importância desta corrente foi tão grande que alguns Padres da Igreja grega de Alexandria, no final do século II e no início do século III, como Clemente (140-220 aproximadamente, que durante certo tempo foi reconhecido como santo), elaboraram uma gnose cristã, da qual se prevaleceu o esoterismo moderno. A doutrina dos perfeitos, dos sábios cristãos, segundo Clemente, situa-se entre a filosofia incompleta dos Antigos e a falsa gnose herética; ela se apresenta como um verdadeiro ciclo de formação espiritual iluminando à luz da Revelação ensinamentos do logos primordial desenvolvidos pela filosofia. Seus escritos: O Protréptico e O Pedagogo, com os oito livros dos Stromata (Misturas), constituem exercícios que preparam através de degraus para a transmissão da doutrina secreta dos apóstolos, que é iluminação:

    "Porque o Deus do universo, que ultrapassa toda palavra, todo pensamento, toda noção, não poderia ser o objeto de um ensinamento escrito, sendo inefável pelo seu próprio poder".

    Eis por que Platão, da mesma forma que Orfeu e Moisés, falava através de enigmas, mas somente o Senhor "manifestou no grande dia aquilo que estava escondido; o mestre abriu a tampa da arca, ao contrário de Júpiter, que fechou a jarra dos bens e abriu a dos males...."

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